| manunegra
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2018
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11-08-2009 07:41 AM ET (US)
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Escuro enigma. (um mau disfarce)
Quem será o homem Que deixa o passado para trás? Quem será o homem passado para trás? Balança, Balança, mas não cai.
Em Mar de Minas Não tem mar: - Não tem mar, nem Etelvina. Só tem boi e aquele trem que viaja pelos trilhos, apita, Apita todo dia, Na mesma hora, Que o Zé Bebum, único preso das redondezas, Ouve lá na cadeia, Na esperança de ser livre, resmunga: - Ô trem bom, xente!.
Aqui, pelo Rio bem em cima de Janeiro, Sobre os telhados, carrinhos, caminhões e fevereiro, Voam gaviões atrás dos passarinhos,
Lá no morro das mangueiras e providências, Numa esquina, como poucas ainda nesta cidade, Maneco pergunta: -Onde está o brigadeiro? O velho e conhecido bicheiro. Do bar vem a resposta certeira do Tião das Pedras na vesícula: - Está de plantão no quartel da Ofélia. Assim não se fecha a roda da sueca, Mesmo que nas mesas as louras gelem. Aos olhos gulosos daqueles que por ali algo sempre esperam. Embora, além de uns tirinhos, mortos e feridos, Nada por eles aconteça.
O tempo curto, Bem mais lento que o trem lá de Minas, Cria sempre uma expectativa, Antes que as fichas caiam, Cai na quadra o samba quente de Rosalina, Mulata favorita da escola na avenida, ZIRIGUIDUM,ZZIIRRIIGGUUIIDDUUMM, DUM DUUUM,DUM! Balance, Balance, mas não marque toca, Você aí nas nuvens, Que daqui a pouco alguém chega, percebe começa gritar: -Pule daí seu maluco !
(O dia em que a Presidente Vargas não viu.)
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