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Topic: manunegra
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manunegra  1992
11-07-2009 03:02 PM ET (US)
Matriz do medo... Sucursal do perigo/
Manuais de contágio... Ágios y plágios do sexo...
Lábios vermelhos
Bocas malditas
Dita por não ditas
digeridas...
Ditados do absurdo
Liturgias dos corpos
deitados embutidos
Kama...
Ou na cama deitadas
real é seu preço
Flexível...
Por todos modos
lados y buracos
manunegra  1991
11-07-2009 03:01 PM ET (US)
LAS TRAVESURAS DE LAS SOMBRAS

Ella siempre soñó con ese hombre... El habitante de la nieve, de la nieve...
De donde ella hizo aparecer... Allí del alto de la montaña, por la noche.
Las sombras y los tonos ceniza, envuelve en niebla el silencio,
tal una naturaleza encantó, casi el sobrenatural... Un hábitat encantado, no siempre aclara, alguna negligencia... Prepare el encuentro mortal...
El peligro del inesperado, a la sorpresa de la negligencia de la supervivencia animal...
Pero para el lugareño, no hubo el uno temer.
Su pastor, su pasión, por consiguiente volvería con las leñas,
para la estufa de cuerpo para encender... El amor refrescó, los dos cuerpos de oscuridad... Eso los alimentaría durante un más día...
Otro nocturno... Negro, iluminó para la luz pequeña del hogar, el milagro del amor que allí hizo, tres cuerpos...
El uno de él...
El uno de ella...
Y el uno de las sombras del placer, el peligro mortal se haría desaparecer...
---------------------
manunegra  1990
11-07-2009 03:01 PM ET (US)
_Guerra das Rosas_

"... Mata a las personas...
Y está allí libre sobre...
¡Las personas!..."

Tramou, executou,
Tampouco me desejou bom dia,
Nem mostrou o local para ond`eu ia
Foi minha última curva.

Até que a imagem turva,
Comigo desapareceu.

Fingirei ser ela
E qu`ela sou eu.

Reconhecerei sua voz.
" Algoz..."
Retrato de um candidato a presidente
E nós?
Agora,
O murro no capacete,
Os discursos.

Homicídi`ou suicídio.
Surfista de trem também morre,
De choque, de morte morrida.

Corrida...
Volta redonda, Cidade fantasma - Explosiva.
Lembranças da guerra..
Fuzis e rosas poluídas de chumbo - Pólvora.
Corpo`sujos de graxa e sangue - Medo.
manunegra  1989
11-07-2009 03:00 PM ET (US)
ILUSÕES _
Matisse ITC-595

“... Las miradas
De mis ojos húmedos,
Ellos agotan el suero rasga,
Las lágrimas de oros de felicidad,
O incluso la púrpura de tristeza,
Ellos llegan a mis labios,
las ilusiones dulces,
con el sabor de la sal,
Las gotas de mi vida,
Para una pasión distante...”

Bom dia aos que amam,
É doce viver no mar,
Quem d’água veio não poderá dela fugir.
Sej’a pescar sonhos par’alimentar ilusões
ou a procurar nas redes a esperança
que ainda existe em seus corações,
jamais voltarão sem ela.

Senhores dos mares, lagos - Rios.
Vivem entre o céu e suas terras,
procuram a simples essência.
Paz e alimentação.

Chocam se no horizonte, 1 raio - Ato,
Retrato amarrotado pelo tempo,
1000 goles do sabor da vida,
Amante’solitários,
Parceiros de 1 simples desejo- O Beijo.
Lábios são companhias que a vida sufocada
Recupera boca a boca.

Poeta do absurdo,
Emudecido,
Ouve uma sinfonia de poucos e raros,
A banda mágica do quebra-mar.
manunegra  1988
11-07-2009 02:58 PM ET (US)
Vocês pensam que somos patos?
“Aos meninos e meninas que ainda cantam pelas ruas do nosso planeta”

Algo de infernal acontecia,

Não era noite, nem dia seria,
Mas “O Corvo” reaparecera,
Ouvia-se:- Nunca mais, nunca mais.
“Terra”, mãe de todos os seres, terrivelmente ferida,
Agonizava ensangüentada,
Atingida em seu peito pela “Guerra e Ódio”, mitológicos filhos de “Homicídio”.
Ali agora só “O Corvo” vivia - Triste figura.
Seriam “Marte” e o fantasma de “Pandora” ressuscitados?
Incólumes doutrinadores das desigualdades,
Causadores das fomes, misérias, ignorâncias, epidemias – Violências.
Violenta compulsão dos invasores, mandatários dos genocídios.
Dominadores das águas, terras, economias e tecnologias
dos que ali habitavam, sobreviventes - Indigentes.

Consultados os “Deuses”, respondiam: - Não, não...
Do que valeriam mitos e vãs filosofias?
Nenhuma resposta surgira dos oprimidos.
O animal diria então: -Nunca mais, nunca mais...
Abriria as suas asas nos braços dos mais cruéis seres do individualismo,
“Os Ditadores”
A dominarem pelo caos e a insanidade sectária todo aquele universo.

Mas “Esperança” e a “Vida” não morreram, estavam vivas.

_SOLIDARIO LA LIBERTAD_
Con su unión el paraíso volvió,
Su luz que la oscuridad disipó.
¿El pájaro?
En un "Cóndor de la libertad" había cambiado.
El orgullo de los tiranos hábiles,
Una mujer o un hombre domaron apaciblemente.
La igualdad había regresado a todos - Todos.
Terminado la exclusión allí, no habría un más dueño en el mundo.
Nunca de nuevo.
Hubo nacido entre toda la mano y el espíritu vivo de la familiaridad
El planeta,
Más azul que nunca, había despertado a definitivamente unido y igualitario para el
LA "SOLIDARIDAD."
manunegra  1987
11-07-2009 02:57 PM ET (US)
cenário natural

natura + -eza; contra os subst. port. em -eza (rad. adj. + -eza, tipo beleza, certeza, firmeza, pobreza, riqueza, tristeza etc.), natureza tem form. não canônica, tal como o port. naturança , segundo Morais Silva, já que não se pode presumir provirem do port. naturaleza, nem do v. naturar, respectivamente; ver nasc-; f.hist. sXV naturesa

o mundo material, a beleza pura, nata,

esse conjunto de elementos essenciais ao planeta :
- mares, montanhas, árvores, animais etc.
o universo,
com todos os seus fenômenos,
a realidade,
em detrimento de quaisquer artifícios ou efeitos artísticos,
embora com eles seja a própria arte das coisas,
caráter inato,
tipo ou espécie de caos & harmonia.

ah! já ia esquecer,
os homens esses minúsculos seres
sobre a terra,
querem possuí-la à força,
não os deixem destruí-la.
proteja a substância do ser,
para que não se chegue ao nosso fim.
manunegra  1986
11-07-2009 02:57 PM ET (US)
10 GOSTO...
Saia justa rasgada, deitada ao chão, jaz o corpo suicida.
Enjeitada, rejeitada, cabelos vermelhos ensangüentados.
Desalojados à rotina, coberta, escondida pelo lenço’lilás,
Tombou y não mais verás se verã’ou nã’outono,
Todo esse povo curioso que a rodeia.
Agora morta y esquecida.
Abandonaste o lado A deste mundo,
onde hoje lhe sobra o segundo,
o lado B.
Imaginasse!
Se abatida ou esquecida.
Combinada as vela’simbolistas,
que os raio’solares projetam sobre o solo dourado que maculas.
Morta, já triste figura.
Não mentes, nem mai’se enganam,
àqueles que demente a chamam,
a lhe procurar ainda viva, quem sabe? Em algum quarto...
Nas chamas dos infernos ou nos idealizados paraísos,
onde ficam aqueles que jazem esquecidos.
Não, não, não...
Não haverá Deus o’um bom deusinho, nem aquele fugaz demônio, ou diabinho,
que perdoe, quem quer que seja o’u a escolhida.
“A propósito, deus y o diabo estão ali no bar da esquina,
a tomar um gole de caninha y a combinar o preço do caixão da falecida...”
manunegra  1985
11-07-2009 02:56 PM ET (US)
BUSINESS

ócio és meu ópio...arrepios y calafrios/ miragens y imagens distorcidas...com’ o trabalho.
empurrado ao desemprego / virei y tornei-me um vagabundo...poeta do absurdo...para cegos surdos y mudos /
emprego a outrora minha/ energia cinemática... mecânica /agora estática /
patética y dependente...não sou único / nem tampouco primeiro / paraliso meu olhar trancafiado por sentimentos...
em grades de concreto... ainda que escapem... meus gritos/ jamais serão os derradeiros.
berros... do desterro.
desértico...
deito / eleito cafajeste / num banco de praça / na cama ou na sarjeta.
não aceito esmolas
não...
bebo da soberba
fumo’u cheiro da ironia... a não ser do meu suor cansado das hipocrisias
/ que antes emudecido
ouvia...
careta/
impessoal y anormal
esquizofrênico não acredito
no bem y no mau...com u /de urubu /
que me observa para ser sua comida
franciscano
manunegra  1984
11-07-2009 02:56 PM ET (US)
Loves are sweet... Liqueurs...
To savor them will be divine and refined¿
Sometimes fast... Other y diverse other... Eternal... Tender.
A lot of tenderness / Now... burning hot Hours...
They only cool in the mouth. Swallowed in lubricating humid salivas.
Lovers for telephone...
sincere instants / quick Loves...
durable...
Be for cables or binary cybernetic contacts...
You listen... Dreams... Desires...
drinks love with the mouth in the beaks of their breasts
rosy... desirous... Woman...
Multiple and varied
Cheerful fields of the Napoleonic green...
Gilded by the sun of the Antarctic south /
Cold in their hands... Hot in their hearts...
My muse / music y fantastic poetry...
You passed / you assumed lady`s position...
Mrs. of my powers... do you Want?
manunegra  1983
11-07-2009 02:55 PM ET (US)
testemunhas oníricas
(as imagens do tempo)

“...maría madalena
nunca estaba sobrio, siempre sólo en su alma
el nudo seco en su garganta,
artista del cero el cero...”

haverá talvez além da incerteza
e,
por coincidência,
a informalidade, o conformismo
pouco raro,
semelhante à imagem de seu sutiã envelhecido.
escondido no eufemismo feminino,
há um homem entre as suas vidas.

no parque central junto aos postes de madeira,
no casario lúgubre de tão mimosa vila,
conhece-o decorado em sua memória,
nas horas das contas, das malas e das fugas da polícia.

mesmo triste não insiste em ser feliz,
marcada por esse nó de desilusão em sua testa,
viva ou morta imagina,
se chora, se ri.

o freguês decidirá como quer sua personagem,
custam pouco, 10 reais pela encenação.

entre um lençol e o travesseiro mofado,
amarelados e rotos amores,
na cama que range tal qual um serrote incômodo,

será mais um que chega e sai,
na contínua contabilidade do cáften da zona.
manunegra  1982
11-07-2009 02:54 PM ET (US)
Olhe e sinta a resposta...

Estou lá sempre nas nuvens dos desejos literários,
Faço chover,
Sou grilo brilho, sou o bilhar francês,
Do mané da esquina,
A quina da loto
Que lota de prêmios o cine vitória,
Sou um vento
Mão é nada. Não, meus dedos finos e compridos.
Quem dera
Dar num
Mar,
minhas
Águas,
meus
Pantanais.
Os livros,
anais
Do sarau,
Onde,
Logo após,
Espero um rio
Para atravessar
Janeiro,
Mesmo que seja outubro,
Ou nada e meu nado
Que me leve,
Ou me afogue,
Em lábios.
Sou uma lápide
Quem és?
manunegra  1981
11-07-2009 02:53 PM ET (US)
Eleiçoeiro

Truques, o mágico?
Do circo,
As bailarinas polacas
No picadeiro.
Nas urnas, os palhaços eleitos:
Elefantes rugosos
Do planalto, dos palácios.
As falácias & cia.
manunegra  1980
11-07-2009 02:52 PM ET (US)
Agastamento
(HOJE É, OU NÃO É, DIA DE ROCK?)


Sentia uma louca tendência em transgredir:
- Um ébrio! Um barril, nele mergulharia minhas mágoas,
Pena, não eram águas ou quaisquer bebidas, o líqui’do velho barril evaporara-se:
“Que fazer?”
- Que fazer? Perguntou Lênin, por Lenine:
- Lennon, imagine, até o Che é pop!
Rodriguianamente,

Sentei-me nos paralelepípedos da Boca do Mato,
Unanimemente burro, um avatar melancólico abatia-me ali.
Olhei pro lado, para o’utro, as mesmas máscaras cínicas olhavam-me mortalmente a sorrir,
Com deboche, escárnio e premunição.
Era isso que aqueles‘eres faziam, enganavam trouxas e desiludidos.
Resolvi:- Vou apertar um, dois, três... 1000, milhões desses pescoços direitistas,

Afinal era dia de rock, se não fosse passaria a ser.
As bandas estavam prontas, as bundas também se agitavam.
Arranjadas, ensaiadas, arrebitadas. A platéia esperava por alguma novidade,
Até que um’ascarado escarlate surgiu e, do silêncio unânime gritou:
- Senhoras e senhores, Cães e cachorrinhas,
Gatos e gatinhas, Dinossauros e dinossauras,
“Hoje sejamos Gauche!”.


La Acera
“... perro que me mira el hombre
el creador de las guerras
los ladridos
ése no es las sirenas
orejas que se fustigan
¿y los besos?
las tales mujeres bonitas
las caras
así
el perfecto
Yo sé
suyo
el animal
ellos son Anima
Mundi...”
manunegra  1979
11-07-2009 11:38 AM ET (US)
MORTE E VIDA DE SEVERINOS E JOSELITAS
Entre o céu da utopia e a terra do nunca mais.

Cala-te durante o percurso,
Pois o único recurso da luta é o desespero,
A espera que não alcança o chegar.
A tempestade,
Logo após outro beijo das nuvens,
Que gozam no raio e repartem os corpos.
Surdos,
Não ouvem os gritos,
Mas alvos morrem aos tiros,
Sem retiro, sem artista,
Morrer não é privilégio,
Morar é preciso.
manunegra  1978
11-07-2009 11:34 AM ET (US)
Devuelto a Tejo

Esos cuerpos silenciosos que se libran.
Un epígrafe - Africa - Portugal,
Los claveles negros dialogan sus discursos,
Que ha jugado, eso se ve,
Los cuerpos y cuerpos,
El femenino & Masculino,
La mujer solidaria Africa,
Los protagonistas de la libertad,
Del imperio naufragado,
El ahogándose de las injusticias,
La tierra minada y cortó en los pedazos,
¿Ahora gratuitamente?
Es el planeta que contesta.
manunegra  1977
11-07-2009 11:33 AM ET (US)
Sujeito, eu?

Em uma oração declarativa: - Na sala havia 3 quadros do pintor.
Faz-se uma declaração sobre nada,
Na sal’ainda havia 3 quadros do pintor.
Há declaração nessa frase sobre a sala,
Exerce-se uma reflexão sobre a língua
E sobre os 3 quadros,
Na sala havia ainda 3 quadros do pintor.
Estou a fazer uma declaração sobre a sala
E os 3 quadros do pintor.

Que o tal de sujeito considera e diz:
- Desse bolo não vou comer.
Comer o bolo,
Um tópico frasal:
- Esse bolo eu não vou comer.
O sujeito é o termo que se faz a declaração,
Portanto é um equívoco apoiado pela velha gramática,
Que não leva em conta
Os sofredores da ação.

O agente será o policial,
Mas não é o tal sujeito,
No caso de:
- O mendigo apanhou do policial.
Pobre do sujeito paciente, não agente.
E os doces da doceira?
“Vende-se doces? Ou Vendem-se doces?”
- Não importa se eu os comi de graça, pois fui amante da doceira.

O texto é que comporta
Os efeitos do sentido
Do falante:
- Escritor ou comedor dos doces,
- E da doceira.
- O resto?
É problema da gramática,
-Uai!


“... Onde estará a modernidade? Onde encontrá-la? Infecto. Não é homeopático,
É o antibiótico de 6 em 6 horas, o decadentismo.
Nem naturalista, Tampouco romântico,
Após o fineseculismo surgia no vinteseculismo, O homem Fradique Mendes,
No corpo de um ser fragmentário,
Ou então o Tédio,
Logo a seguir o Tejo...”
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