É um real, é um real!
Adamastor chega ofegante em casa, para dizer suas novidades.
- Mulher arrume nossas coisas, pois iremos nos mudar. Adeus, casa de madeira!
- Mas querido, o que aconteceu? Pergunta a esposa surpresa.
- Comprei uma casa pra gente e para comemorar vamos comer fora. disse o orgulhoso marido.
- Amor, como conseguiste dinheiro? indagou a mulher.
- Calma Leonora, só gastei três reais, sendo dois do almoço e um da casa.
- Só três reais? senta-se Leonora num velho banco da casa.
- Sim, estou muito feliz, graça a um menino isso ocorreu. Adamastor fala pondo a mão no peito.
- Menino? fica mais assustada Leonora.
- É, eu estava andando na rua, quando avistei uma fila imensa e decidi perguntar para alguém o que ocorria. Foi quando me disseram de um garotinho que estava vendendo casas por um real e ele não trabalhava sozinho, tinha uma rosa o acompanhando. Disse quase poeticamente Adamastor.
- Isso em troca de um real?
- Já ia esquecendo querida, faça-me um pudim, pois disseram que a casa de um real era em troca de um pudim. pede o marido em tom de urgência
Passam-se duas horas e Adamastor vai ao local da venda, com o pudim na mão, entretanto só vê um faxineiro.
- Senhor! Em qual lugar eu entrego o pudim da casa? pergunta Adamastor.
- Você chegou tarde, o teto da casa era de vidro, a justiça mandou parar justamente por causa do pudim. - comenta o velho faxineiro.
- Por causa de um doce? Envenenaram algum pudim? perguntava assustado Adamastor.
- Veneno era o garotinho, que através da rosa influenciava o povo a engolir seu pudim.
Texto feito por: Marcelo Chaves Lameirão
http://www.fotolog.net/veraneio,
foto manu_negra
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